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25/11/2022

Homenagens

Legislativo reconhece a trajetória de professores com a entrega de Comendas do Mérito

Destaque

A Câmara Municipal de Brusque homenageou na última sessão ordinária, na terça-feira, 22 de novembro, os professores Halina Macedo Leal e Luciano Mafra com a concessão, respectivamente, da Comenda do Mérito Literário e a Comenda do Mérito Cultural.

Conheça a seguir as motivações de cada homenagem e saiba o que manifestaram os professores, na tribuna do parlamento, após receberem a honraria.

Halina Leal: “Que todas as pessoas possam se sentir pertencentes”

A comenda concedida à Halina foi proposta pela vereadora Marlina Oliveira (PT) no Requerimento nº 206/2022. A homenageada, que é doutora em Filosofia e leciona esta disciplina na Faculdade São Luís, prefaciou a obra “Pertencimento: uma cultura do lugar”, da escritora, educadora, feminista e ativista social estadunidense Bell Hooks, renomada intelectual que faleceu em 15 de dezembro de 2021, aos 69 anos.

Halina é pesquisadora das áreas de Territorialidade e Feminismo Negro, desenvolvendo projetos na Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e na Rede de Mulheres Filósofas da América Latina da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Integra a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof) e é coeditora do blog Mulheres na Filosofia, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“O livro ‘Pertencimento: uma cultura do lugar’ fala da trajetória da própria Bell Hooks, mulher negra da classe trabalhadora estadunidense. Foi escrito num momento de retorno de Hooks, após ter morado em vários lugares, não somente ao seu estado de origem, o Kentucky, mas, como ela mesma afirma, ao seu ‘lar extraordinário’, seu lugar de pertencimento, onde, segundo ela, ‘poderia morrer’ e onde, de fato, morreu”, relatou a professora.

“Segundo Hooks, pertencer é reconhecer nossa conexão com a natureza, o ambiente, as pessoas, mas, sobretudo, resgatar a ancestralidade que nos remonta como coletividade. Essa coletividade representa uma cultura de lugar, de ser, existir, reexistir e resistir. Foi o que Hooks fez durante toda a vida e é isso que fazemos enquanto pessoas negras diariamente. A luta de Hooks e a nossa luta carrega uma dimensão amorosa, encorajando-nos a seguir em busca do pertencimento, por meio da formação e manutenção de comunidades de cuidado e amor. Que nós possamos, que todas as pessoas possam, se sentir pertencentes sempre”, declarou.

Luciano Mafra: “Que sorte trabalhar com disciplinas tão significativas para o desenvolvimento integral do ser humano”

A carreira de Luciano Mafra no magistério foi exaltada pelo vereador André Vechi (DC) no Requerimento nº 84/2022. Professor e artista, o homenageado é graduado em Artes Cênicas/Teatro pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e especialista em Educação, Sociedade e Cultura pela mesma instituição.

Mafra se dedica ao teatro há pelo menos três décadas, principalmente à formação de atores, direção, iluminação e cenografia. Desde 1996, ministra aulas de teatro no Colégio Cônsul Carlos Renaux, onde dirige o grupo Atividade Independente, e ensina xadrez para crianças e adolescentes desde o início dos anos 2000, tendo conquistado inúmeros campeonatos da modalidade.

Em Brusque, entre outros feitos, criou e dirige a companhia Eutuelas, pela qual lançou o espetáculo nanico Pintor de Palavra (2011), tributo a Vincent van Gogh adaptado para curta-metragem em 2021. Assinou a cenografia de Fanny, A Rainha da Cidade (2019) e a direção da última temporada de Ao Som dos Teares (2019), do Trama Grupo de Teatro. Em 2021, estreou como ator no mesmo grupo, na websérie Diz que Foi Verdade. Em 2022, inaugurou o Teatro Casa Amarela, no Cedrinho, onde estreou o espetáculo ao ar livre Origens, para o qual colaborou na direção de cenas, iluminação e cenografia, além de fazer parte do elenco.

“Que sorte a minha trabalhar com disciplinas tão significativas para o desenvolvimento integral do ser humano, o xadrez, que entre inúmeros benefícios estimula a concentração e aprimora o raciocínio lógico, e o teatro, que aguça a percepção e amplia a expressividade dos estudantes”, afirmou em seu discurso. “Por isso, deixo meu pedido à nobre vereadora e aos nobres vereadores para que não meçam esforços para que tanto o teatro como o xadrez venham a se tornar disciplinas curriculares na rede municipal de ensino, ampliando a todas as crianças e adolescentes da nossa cidade o direito de acesso a experiências escolares e conhecimentos que ainda são privilégios de poucos”, pleiteou. 

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