AGENDA

SESSÃO ITINERANTE - CRISTALINA (CANCELADA): 01/12 - 18H30

imprensa

11/08/2022

Pronunciamento

“O que precisa é ação”, diz André Vechi em defesa da reestruturação da carreira dos dentistas da rede municipal de Saúde

Destaque

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 9 de agosto, o vereador André Vechi (DC) destacou o assunto que levou ao plenário da Câmara, na mesma reunião, dentistas que atuam no serviço público municipal de Saúde. “Eles vêm solicitar algo que lhes foi retirado, a [gratificação por] periculosidade. Para contextualizar, no Plano de Cargos e Salários, de 2009, essa classe já teve uma defasagem que veio se acumulando e persiste até hoje. Os dentistas já tinham essa luta para recuperar a perda que tiveram no passado. Recentemente, a Prefeitura contratou um novo laudo sobre as condições de trabalho dos servidores da Saúde. Alguns foram beneficiados, como os agentes comunitários, que passaram a ganhar a insalubridade, mas pegou a todos de surpresa os dentistas perderam a periculosidade de 30%”, discorreu o parlamentar.

“No final do ano passado, a gente aprovou um pacote de medidas que foram pesadas, em alguns sentidos, sobretudo para os servidores temporários, que perderam o FGTS, e a gente precisa entender que há uma linha muito tênue entre o equilíbrio fiscal, necessário à sustentabilidade das contas públicas, e a retirada de direitos que acaba acarretando o sucateamento do serviço público. A gente quer que as finanças sejam sustentáveis, mas o objetivo da administração pública é que os serviços sejam bem exercidos na ponta”, refletiu.

Vechi relatou que o governo municipal sempre pareceu ser favorável ao pleito dos dentistas em reuniões junto ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinseb). “No entanto, quando a gente vai cobrar agora uma ação, que é encaminhar para a Câmara um projeto de lei que reestruture a carreira [da categoria] e recupere essa perda, a Prefeitura argumenta que não pode, por ser ano eleitoral, mas a lei é clara: você não pode fazer reestruturação de carreiras no ano em que aquela administração tem pleito, ou seja, no caso da Prefeitura, eleições municipais. Se estivéssemos em 2024, sem dúvida não poderia ser feito nada nesse momento, mas [em 2022] não tem eleição para prefeito, nem para vereador, logo, a Prefeitura pode encaminhar esse PL”, defendeu. “O que a gente precisa é ação”, emendou.

“Pode contar com o meu apoio para que a gente consiga ter uma ação mais incisiva do Executivo”, afirmou o líder do governo, Nik Imhof (MDB). “É muito importante que a gente faça a reparação de qualquer erro que possa ter ocorrido e que haja vontade política para fazer esse ajuste tão necessário”, acrescentou Marlina Oliveira Schiessl (PT). “A questão jurídica está suplantada, então, agora é só [ter] vontade política e cabe a nós exigir que esse novo enquadramento seja votado o mais breve possível”, disse Alessandro Simas (PP). 

    Nenhum tópico relacionado para este conteúdo;

    veja também