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08/07/2022

Educação

Requerimento sobre problemas estruturais no CEI Hylário Zen levanta debate sobre qualidade da execução de obras

Destaque

Na sessão ordinária desta terça-feira, 5 de julho, vereadores aprovaram o Requerimento nº 162/2022 da Vereadora Marlina Oliveira (PT), que solicita medidas quanto a problemas de infraestrutura do Centro de Educação Infantil (CEI) Prefeito Hylário Zen, no bairro Rio Branco. A proposição alerta o Poder Executivo para revisão de instalações elétricas, em especial nas duas salas de Educação Infantil II, bem como, para solucionar a infiltração no refeitório da escola.

Na plenário, a Oliveira comentou a situação e frisou que o educandário faz parte do ProInfância, programa do governo federal para construção, reforma e aquisição de equipamentos e mobiliário para creches e pré-escolas públicas da educação infantil. “A gente sabe dos problemas históricos que aquele prédio tem. No entanto, desde 2015, pelo que posso me recordar, a gente não tem mais contato sobre como foi gerido aquele prédio”, contextualizou.

“Faz mais de 60 dias que tem duas salas de aula sem luz, na penumbra. Então, eu fico me perguntando — pois acredito que a direção daquela escola já notificou e aí tem um diálogo do governo com suas instituições — quando a gente chega ao ponto de ter que requerer aqui da tribuna, acredito que as próprias pessoas que trabalham lá não acreditam que o governo vai dar jeito naquilo”, protestou a vereadora.

Durante a discussão do requerimento, o vereador Nik Imhof (MDB), que é líder de governo municipal na Câmara, informou que a empresa responsável iniciaria os reparos na escola ainda nesta semana.

CMEI Águas Claras

A vereadora também reivindicou atenção ao CMEI Elsa Bodenmuller de Marchi, no Águas Claras, que se encontra em reformas, assunto que foi abordado por ela em indicação (nº 186/2022) apresentada na mesma reunião. “Também passou por uma questão de infraestrutura bem difícil nesta semana”.

Na tribuna, Imhof informou ter visitado o educandário. “Conversei com todas as professoras, tranquilizei elas, referente à estrutura. Era um problema estrutural que teve, realmente houve uma falha, foi consertada. No local onde houve esse problema, as vigas já foram todas escoradas. A equipe técnica da Prefeitura já esteve observando no local, tem até o parecer técnico do engenheiro. Mas para dar mais tranquilidade para as professoras e a diretoria ali da escola, amanhã vai mais uma equipe técnica observar toda a estrutura daquela escola”, disse.

Obras públicas

Ainda durante a discussão, Déco Batisti (PL) levantou que parte dos problemas de infraestrutura como os do CEI do Rio Branco se devem ao serviço das empreiteiras vencedoras das licitações. “Foi há um ano construída, tem que notificar a empresa. A gente tem que fiscalizar, como vereador, para o Executivo não gastar dinheiro para uma coisa que foi feita há pouco tempo”, atentou.

Jean Pirola (PP) também contribuiu: “É um CEI que há 10 anos está lá na comunidade e, desde a sua estruturação, sei lá, sete ou dez empreiteiras que passaram construindo, cada uma deixou o seu legado e um dos legados é esse monte de problema que tem no CEI”, criticou. “Esse é o grande problema, hoje, do setor público, as empreiteiras que ganham licitações, com materiais horríveis e quem paga o preço é a comunidade, o cidadão, a criança”, continuou.

“Tenho feito visitas, a gente vê ótimos lugares e professores, mas alguns lugares realmente deixam a desejar em relação à manutenção”, disse Jean Dalmolin (Republicanos). “O local de criança, a gente tem que fazer um esforço pra que se mantenha bonito e organizado”, complementou o vereador.

Ivan Martins (Republicanos) destacou seu voto favorável à proposição. “Esse requerimento vem demonstrar que o vereador cumpre sua função de fiscalizar os órgãos do Executivo de várias maneiras e esta é a maneira que ela encaminhou”, disse. “Essa escola temos acompanhado, se não me falho a memória, começou em 2012 a construção, então veja quanto tempo essa escola levou. E nesse período vem demonstrando uma série de dificuldades na construção do espaço físico, empresas largando o compromisso de construir”, protestou Martins. 

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