AGENDA

SESSÃO ORDINÁRIA: 23/08 - 17H

imprensa

26/05/2022

Pronunciamento

Déco Batisti comenta poluição do Itajaí Mirim, cobra apoio à agricultura familiar e manutenção da malha viária de Brusque

Destaque

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 24 de maio, o vereador André Batisti, o Déco (PL), repercutiu o assunto levantado mais cedo por Jean Pirola (PP), que teceu críticas a uma publicação no perfil do deputado estadual Ivan Naatz (PL) que sugeria que Brusque seria culpada pela perda de qualidade das águas do rio Itajaí Mirim, fonte que abastece também Itajaí e Navegantes. “Os metais pesados estão cada vez mais constantes e a água cada vez mais escassa”, dizia um trecho da legenda da postagem, que convidava para uma audiência pública sobre o tema.

Na tribuna, Pirola citou um estudo do Centro Universitário de Brusque (Unifebe) que apontou a existência, nas águas do rio que correm em território brusquense, de substâncias normais para rios que cortam cidades urbanizadas desprovidas de tratamento de esgoto. “Ou seja, não foram encontradas substâncias diretamente ligadas às indústrias”, argumentou o progressista.

“Há um tempo atrás, uma mancha no rio ia da ponte estaiada até a Rio Vivo. Fui falar com a Ana [Helena Boos, superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente, Fundema] e ela disse que poderia ser algum descarte de empresa. Ela falou também que a Fundema não tem capacidade e nem laboratório para fazer a análise [das águas], então, eles notificam o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, que tem um prazo para vir até aqui e muitas vezes não consegue fazer essa análise”, comentou Déco.

“A maioria do nosso empresariado é sério, mas tem o oportunista que faz a coisa errada. O nosso rio, às vezes, é um circo: amarelo, vermelho, azul, espumado. Além disso, perto da Unifebe a gente sente aquela catinga que até hoje ninguém deu jeito. É uma área bonita e plana, mas que não se desenvolve muito porque o cheiro é muito forte. Estamos cobrando, mas a gente tem uma limitação, que chega nos órgãos de fiscalização. E, com certeza, como Brusque, a gente está devendo a lição de casa, porque não temos nada de esgoto sanitário tratado”, emendou.

“Brusque é industrial, mas também tem muito agricultor”

Déco contou que esteve presente na 8ª Oficina Participativa de Revisão do Plano Diretor de Brusque, realizada no salão paroquial da capela São Francisco de Assis, na localidade rural da Cristalina. Ele relatou que as áreas de infraestrutura e saúde pública - “que está pecando muito” -, são assuntos que estão constantemente em pauta nessas ações.

“Eu me deparei com algo que cobro desde 2018: o incentivo à agricultura. Quem bota comida na mesa não é só a indústria, é o agricultor. Ninguém vai viver de salsicha e ‘nuggets’”, criticou. “A gente vê muitos planos diretores incentivando a pequena agricultura, o pequeno agricultor e a agricultura familiar, mas Brusque a abandona. Compraram um trator que foi arar uma praça do Maluche e o agricultor fica sem trator para arar, sem assistência”, prosseguiu.

“Vários pequenos agricultores poderiam ter incentivo para colocar produtos no mercado, nas feiras, mas a gente não tem isso. Desde o governo Paulo Eccel, quando foi rescindido o convênio com a Epagri [Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina], todo o incentivo à agricultura foi abandonado. Cadê o incentivo à pequena agricultura familiar?”, questionou Déco. “Brusque é uma cidade industrial, mas também tem muito agricultor”.

Insegurança no trânsito

Para Déco, além de não haver investimento em novas vias públicas, a manutenção da malha viária de Brusque está “péssima”, situação que coloca vidas em risco. Enquanto exibia no telão do plenário o vídeo de um percurso de carro desde o bairro Dom Joaquim até a Lagoa Dourada, pela SC-486, ele protestava: “Olha como está esse asfalto, a calçada onde passam crianças todos os dias para ir à escola, o acostamento da pista. Se o mato não toma conta, o buraco toma. Daqui a pouco, morre mais um atropelado e se perguntam o que poderiam ter feito. [Precisa] pelo menos manter limpo, asfaltado e com segurança”.

“As rodovias federais vêm recebendo manutenções constantes, enquanto que as nossas rodovias estaduais foram consideradas as piores do Brasil em pesquisa realizada semana passada, sendo que temos umas das melhores indústrias. Isso significa prejuízo não só para a população, mas também para toda a arrecadação que Santa Catarina poderia ter. É péssima a qualidade das nossas rodovias estaduais”, colaborou Pirola.

Nik Angelo Imhof (MDB) afirmou que os trechos das rodovias estaduais que atravessam Brusque eram mais bem conservados à época do funcionamento da extinta Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) - desativada em 2018, no governo Pinho Moreira (MDB). A maior parte dos serviços da ADR de Brusque foram absorvidos pela ADR de Blumenau. “Com isso, as nossas rodovias foram abandonadas pelo Estado”, sintetizou o líder do governo municipal. “A administração está com um projeto em andamento e se o governador encaminhar o dinheiro que disponibilizou para essa rodovia, espero que a revitalização saia do papel”.

Déco respondeu que a revitalização deveria ter ocorrido antes do fechamento da ponte Alois Petermann, que liga os bairros Rio Branco e Dom Joaquim. “Vamos planejar antes de fazer, não deixar a bomba cair pra depois tampar o buraco. Líder do governo, vamos pedir para adiantar essa obra o quanto antes, para termos um trânsito mais seguro”, concluiu o orador, dirigindo-se a Imhof. 

    Nenhum tópico relacionado para este conteúdo;

    veja também