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SESSÃO ORDINÁRIA : 17/12 - 17H

imprensa

09/09/2019

Educação

Cursos e outras atividades do IFC - Campus Brusque são apresentados aos vereadores

Destaque

O Poder Legislativo recebeu o diretor geral do Instituto Federal Catarinense (IFC) - Campus Brusque, professor Hélio Maciel Gomes, que discursou sobre ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pela escola no município. Ele também comentou a respeito das consequências para a campus - onde estudam cerca de 600 alunos - do bloqueio de 39% do orçamento para verbas de custeio e investimentos das instituições federais. O convidado participou da sessão ordinária de 3 de setembro.

O IFC oferece ensino público, federal e gratuito desde a qualificação profissional até a pós-graduação. Em Brusque, são disponibilizados dois cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, nas áreas de Informática e Química. O campus conta ainda com cursos técnicos de Informática, Química e Cervejaria, além dos cursos superiores de Licenciatura em Química e Tecnologia em Redes de Computadores. Além de aulas práticas e teóricas, a escola proporciona atividades como música, capoeira, ginástica laboral, semanas acadêmicas, entre outras.

Localizado no bairro Jardim Maluche, o campus Brusque ocupa uma área de 20 mil metros quadrados. No local, onde foram investidos R$ 16 milhões, trabalham 36 professores e 25 servidores técnicos-administrativos. Do total de estudantes da instituição na cidade, 400 cursam o Ensino Médio integrado à educação profissional.

“Nosso campus possui auditório, biblioteca, ginásio de esportes, cinco laboratórios de Informática e um laboratório multidisciplinar de Física e Biologia. Conta com atendimento pedagógico, psicológico e assistência estudantil ao aluno, e com auxílio-permanência para que alunos de baixa renda possam se manter durante os estudos”, ressalta Gomes.

Com infraestrutura capaz de comportar até 900 estudantes, o campus Brusque abrirá novas vagas para 2020, segundo o professor.

Ensino, pesquisa e extensão

“Com um processo de ensino-aprendizagem multilateral e pleno, entendemos que a integração entre ensino, pesquisa e extensão é fundamental. Em Brusque, são desenvolvidos mais de dez projetos de pesquisa - dentre os quais destacamos a da primeira cerveja funcional do Brasil e segunda do mundo, e 12 projetos de extensão”, afirma.

Ainda este ano, o campus Brusque receberá a 7ª Mostra Nacional de Iniciação Científica e Tecnológica Interdisciplinar - MICTI 2019, nos dias 13 e 14 de novembro. A estimativa é de que mais de 500 pessoas compareçam ao município para participar do evento.

Contingenciamento

De acordo com Gomes, o Campus Brusque dispunha de um orçamento anual de R$ 1,3 milhão para custear as atividades da instituição e providenciar a manutenção da estrutura escolar, incluindo a aquisição de mobiliário e de equipamentos. A partir do contingenciamento de recursos anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), esse valor foi reduzido em quase 39%, o que equivale a pouco mais de R$ 500 mil.

“Isso nos obrigou a tomar várias medidas de contenção de despesas, como redução de subsídios para a alimentação dos alunos, corte de pessoal terceirizado, com dispensa do serviço de jardinagem e cancelamento de serviços voltados à manutenção do campus, além das capacitações e viagens técnicas dos alunos, entre outras, para mitigar a situação”, observa.

Para que seja possível ampliar o prédio do campus Brusque e atender mais estudantes, com novas salas de aula e laboratórios, Gomes adianta que a administração da unidade tentará angariar recursos extraorçamentários em Brasília: “Porém, para aumentar o número de vagas, teremos que contratar novos servidores, pois nosso quadro já está defasado”, pondera.

Educação universal e plena

Gomes também exibiu um vídeo institucional do IFC - Campus Brusque e destacou o comprometimento dos institutos federais (IFs) com o crescimento científico e tecnológico do país, com o objetivo de se tornarem referência em educação profissional, científica e tecnológica.

“Acreditamos que através da educação pública superaremos as mazelas ainda existentes em um país tão desigual. Nesse sentido, a lei de criação dos institutos federais [Lei 11.892/2008] traz o princípio da universalização da educação plena, por meio de conceitos como a politecnia, integrando uma formação técnica, científica, cultural e cidadã”, diz.

O corpo docente dos IFs, acrescenta, é formado por doutores (28%), mestres (52%) e especialistas (15%). Os institutos federais de todo o país atendem, atualmente, aproximadamente 965 mil estudantes. Em 2018, essas instituições formaram 180 mil profissionais e outras 373 mil pessoas iniciaram os estudos em uma das quase 650 unidades de IFs instaladas no Brasil. O investimento da União em cada aluno é de R$ 15,7 mil anuais ou R$ 1,3 mil ao mês. “É um gasto pequeno para uma política pública bem-sucedida e um ensino de qualidade”, avalia o professor.

Santa Catarina tem 15 campus do IFC, onde estudam mais de 12 mil alunos e trabalham mais de mil professores efetivos e 860 servidores técnico-administrativos. “São 44 cursos superiores de diversas áreas e em torno de 57 projetos de pesquisa custeados pelo CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Os cursos de extensão são mais de 70, que envolvem mais de 190 eventos. Temos parcerias com 26 universidades do território nacional e convênios com mais de 50 municípios catarinenses”, sublinha Gomes. 

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