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SESSÃO ORDINÁRIA: 16/10 - 17H

imprensa

09/05/2018

Pronunciamento

Keka Morelli anuncia dissidência da base aliada ao governo

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 8, o vereador Gerson Luís Morelli, o Keka (PSB), que assumiu o mandato em 2017 como integrante do grupo de apoio político à atual administração municipal, anunciou sua desvinculação da base aliada ao governo do prefeito Jonas Paegle (PSB).

“Estou anunciando a minha independência nas avaliações e tomada de decisões nas votações desta Casa. [...] Teoricamente, estive vinculado ao grupo de sustentação ou base aliada, mas não fiz votos de obediência e nem de lealdade passiva. Meu desejo foi ser um colaborador ativo na eleição de prioridades, presente no planejamento, articulador na busca de recursos e até na execução de obras e serviços de interesse da sociedade”, disse Keka.

“Ao assumir o comando do município, a dupla de gestores anunciou algumas fragilidades no aparelho administrativo, perfeitamente compreensíveis em decorrência das sucessivas interinidades ocorridas nos anos de 2015 e 2016, quando a governabilidade ficou à deriva. Passados dezessete meses de governo, percebemos o enorme esforço em deslanchar rumo a realizações e ao cumprimento dos compromissos de campanha. No meio desses esforços [...], a administração parece estar cedendo aos caprichos dos interesses meramente fisiológicos de partidos políticos, negociando cargos e vantagens, num visível desprezo a compromissos das políticas públicas e dos elevados interesses sociais”, argumentou. “Passei a perceber as decisões em forma de pacotes prontos, vindas para apenas receber o aval dos vereadores da base aliada”.

O parlamentar defendeu que os vereadores que dão sustentação à administração e garantem a governabilidade devem participar no planejamento e na construção da decisão política, sob pena de se tornarem “fantoches, desconsiderados no momento chave de tomar decisões”: “Os acertos e negociações políticas não são feitas necessariamente com aliados. Elas acontecem com adversários, em busca de resultados nobres para a coletividade. Não podem limitar-se ao ‘toma lá, dá cá’ com a simples oferta de cargos e salários. Este é um modelo com o qual não concordo. Fui eleito para ter posturas diferentes e não me associar a velhas práticas que colocam o bem comum em segundo plano”.

A decisão, acrescentou Keka, vem como uma advertência pública para chamar a atenção do governo: “Não vou assumir a condição de crítico sistemático. Não me aliarei à honrada oposição, mas nas minhas tomadas de posição levarei em consideração o elevado interesse público. [...] No momento em que a nação sangra pela falta de virtude da classe política, não é correto apoiar a fantasia, o fisiologismo e o ibope”.

“Estarei aberto às negociações, com a liderança do governo e as oposições, para todas as questões do interesse público”, frisou o orador. 

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